CRISTAL DA SEMANA


 
Geode da Calcedónia


Os geodes ou geodos (do grego, geoides, terroso) são formações rochosas que ocorrem em rochas vulcânicas e ocasionalmente em rochas sedimentares. São essencialmente cavidades que se formam nas rochas, que se apresentam revestidas por formações cristalinas, muitas vezes apresentando a forma de faixas concêntricas. O exterior dos geodes mais comuns é geralmente constituído por calcário, enquanto o interior contém cristais de quartzo e/ou depósitos de calcedónia. Outros geodes apresentam-se completamente preenchidos com cristais, apresentando-se como uma massa sólida, e tomam o nome de nódulos.

 

Os geodes podem formar-se em qualquer cavidade enterrada. Estas cavidades são geralmente bolhas de gás no interior de rochas ígneas, bolsas sob as raízes de árvores, vesículas em lava após uma erupção vulcânica ou mesmo tocas de animais. Com o tempo, a parede externa da cavidade endurece, e os silicatos e carbonatos dissolvidos depositam-se na superfície interior; o fornecimento lento de constituintes minerais pelas águas subterrâneas ou por soluções hidrotermais, permite a formação de cristais no interior da câmara oca. Ao longo de milhões de anos após a sua formação, o geode regressa à superfície através de processos geológicos correntes.

 

O tamanho dos cristais, bem como a sua forma e tonalidade, são variáveis, tornando cada geode único. Alguns são límpidos como cristais de quartzo e outros contêm cristais púrpura de ametista. Outros podem conter ágata, calcedónia ou jaspe. Não se pode dizer como é o interior de um geode até que seja cortado ou partido, de forma a expor o seu interior.

 

São comuns em algumas formações rochosas dos Estados Unidos, Namíbia, México e Brasil.


O Geode da Calcedónia é uma das variedades criptocristalinas do mineral de Quartzo. Pode ser semitransparente ou translúcida e apresenta-se, geralmente, na cor branca ou cinzenta, cinzento-azulada, ou em alguma tonalidade de castanho, às vezes quase preta.


Existem outras tonalidades que recebem nomes específicos: a Calcedónia vermelha é conhecida como Cornalina ou Sárdio; a variedade verde, colorida por óxido de níquel, é chamada de Crisoprásio. O Prásio tem a cor verde-alho. O Plasma é uma Calcedónia de cor clara, que pode ir até ao verde-esmeralda, que é encontrada, por vezes, com pequenos pontos de jaspe, e que se assemelha a gotas de sangue; foi chamada de Pedra-de-sangue ou Heliotrópio.

 

Ao nível físico, a Calcedónia é útil em casos de febre ou de feridas purulentas, atenua as varizes, diminui as dores posteriores às cirurgias das amígdalas e proporciona uma voz clara, suave e quente.

 

Usada no pescoço, protege as crianças de distúrbios da fala e gaguez. Os cantores são protegidos, pela Calcedónia, da irritação excessiva das cordas vocais e da afonia. O chá de Calcedónia proporciona um sono profundo, rejuvenesce a pele e estimula o leite materno.

 

Ao nível da mente, quando colocada por baixo do travesseiro, a Calcedónia protege-nos de pesadelos e distúrbios do sono, ajuda a desenvolver a fala e previne a gaguez. As pessoas que falam muito frequentemente, fazendo discursos e conferências, deveriam usar constantemente uma Calcedónia, já que ela desinibe e elimina o nervosismo, ao mesmo tempo que propicia uma melhor concentração do raciocínio. Proporciona uma maior autoconfiança, capacidade de nos impormos e afasta a melancolia. Na meditação, penetra em nós, especialmente através do chacra da garganta, e transmite energia quente e agradável. Muitas vezes a sua força faz-se sentir apenas pelo facto de a termos na mão.


[O termo calcedónia é derivado do nome grego da antiga cidade de Calcedónio (Chalkedon), na Ásia Menor, no que é hoje a parte oriental da cidade turca de Istambul].

 

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publicado por ClinicAurora às 03:10